sábado, 21 de janeiro de 2012

Um breve repouso


  Foste o extremo do verbo amar, mas nem de perto foste aos pés do eterno que dias e noites reviram a minha mente sem pés nem cabeça, oca e profunda para quem triste vive com uma realidade que aos poucos torna os sonhos impossíveis de tornarem uma verdade.
  Ainda hoje, são os dias que tornam esse teu feitio abominavelmente controlador e crítico com frieza, a base que abraça esta amizade feita dos restos que em tempos foi um amor, que me fazia sorrisos no meu rosto e carícias na minha alma repleta de passos e fórmulas, que os sábios fazem questão de repetir vezes sem conta, para que ao fim do mês tenham o seu ganha-pão para os seus próprios prazeres e afazeres à margem de dias, à sombra da preguiça e na levadiça de uma cama de descansos e mansos Verões para um breve repouso.
  Levando recordações e tensões para a paz de espírito que se cria e perlonga pela noite fora, enquanto os sinos me deixarem envolvidos em cobertores macios e leves no meu corpo, que nem penas de Apolo ao raso vento.
Leio frases e abraços que outrora viveram apenas no meu ágil pensamento, complicado para os simples e leve para os engenheiros e doutores que encarnam salvadores de outros tempos árduos e apertados, para quem os viveu e recorda com tristeza e a avareza deixou para os gananciosos e pecaminosos.

1 comentário:

  1. Lindas palavras, Carlos!
    Estás de parabéns! Sempre poemas e textos espetaculares!♥

    Beijinho ~ Haruka Tenoh Kou

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