domingo, 8 de janeiro de 2012

Fogueira ardente e corrupta


  Não consigo falar de amor, enquanto a ferida não sarar por completo e não te ver apenas como uma grande amiga, mas sim como uma pessoa não correspondida, encharcada de lágrimas e esperanças que em tempos viviam em mi, agora com vida própria castigam-me como um segredo sangrento de um crime, cometido sem pudor ou calor presente a meu favor.
  A lobos e mofos, assim cheira a minha alma, vivendo sacríficos nesta floresta, a um passo da paz interior, feito de sabores imperfeitos numa bateria de electrões e chorões, numa fogueira ardente e corrupta, que me impede de seguir e me tira a vida das próprias mãos, heróis falhadas e gritos abafados pela fraca união, em comunhão com o que á de vir, longe ficou e o diabo amassou que nem restos de trigo, que serviria de pão ao mais infeliz rei pagão.
  De resto desejo o melhor e que a vida te dê o melhor, enquanto me deixa acreditar e louvar a sabedoria de uma vida feliz, colorida de valores e amor que em tempos encontrei em ti.

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