segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Escondendo as emoções


  Abençoado pela noite, vou erguendo a beleza de um brilho oculto, falando por meias palavras com rimas e metáforas, que herdei de um português traiçoeiro, matreiro no que diz questão às perguntas mais simples, ás palavras que são camufladas com os anos, perdendo o tempo e lugar, no mais irónico dos papiros escritos em glória de um povo, contudo frágeis que nem a brisa da influência, torcendo a alvorada e escondendo as emoções, as batidas feridas ao castigo das tentações, rindo e chorando sem cessar nos palavrões, que mostram e recolhem o que na mente passou, o corpo agitou em rasos terrenos cobertos de vasos, onde a mais clara ideia se torna passageira comparada ao desabrochar.
  Assim perdi esta corrida, brincadeira escondida, por teias de crimes de amor, cheias de calor que invadiram montanhas cobertas do verbo querer, sentir o que em tempos foi belo em livros infantis, em contas de fadas e um autêntico pesadelo cada vez que sentia impotente, às vontades de algo que descrevo com carinho.
  Ainda tenho ouvidos e gritos, para soltar na noite em que te desejar encontrar, assim deixar-te-ei explorar o meu corpo com toques e abraços, na qual a insegurança será a vítima, ao ser abandonada pela minha vontade que se realizará, por mais que uma parte de mim tente negar, forçar a ideia de que estou errado e que Atena é na verdade o único amor, a qual me devo entregar por inteiro e no firmamento prometer que será eterno, enquanto a lealdade permanecer nesta realidade de visões e Verões, que os teus olhares provocam num outro eu, pervertido e desmedido o quanto possível, o quando quiseres e o meu sangue bater por ti, tentações que as multidões são sujeitas por serões de desinteresse e atracções a um amor que se deixa, o quanto se desejou noutro tempo, mas a verdade é que nunca seremos iguais… a não ser por uma noite.

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