Aqui estou eu, perdido num sempre que o mundo criou, sem nome, sem futuro, pois o mundo me arrastou para o escuro da arrecadação. No meu peito se cria a esperança de que um dia, algum anjo ouça minhas presses e me revele o verdadeiro sentido do mundo, o mesmo que hoje se cobre de nevões criados pela futilidade da população.
Navego neste meio sem sustento, nevego alto por estes mares sem fim, sem horizonte, sem a luz de um farol para me orientar, não sei para onde me virar. Sou apenas mais um que passeia ás escuras num oceano cheio de obstáculos, pelo contrário, vivo no meio das pedras á procura de um riacho onde possa ver meu reflexo, onde me possa encontrar neste eterno labirinto criado por uma sociedade em repressão, essa mesma que me tenta, se acha um génio, me tenta sufocar na sua maré, porém prefiro ficar ás escuras que no poço final.
Vivendo á deriva e com uma faca cercando todos os traços que me fazem humano, contudo essa mesma me quer levar para uma chuva de ilusões e canhões, onde a guerra prevalece rei no meio dos inocentes, pobres e doentes sem uma escapatória, uma solução...
Simplesmente lindo!!! Adorei.
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