quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Palavras e refrões do maior dos ladrões


 Estou a passos de distância e a um olhar da tentação, chove entre os desejos e confissões de algo, de alguém que me quer bem, me quer mal também, batida incomum no meu rotino e mandrião coração, arrebatado que nem uma ponta solta do indefinido passeio que piso, molhado, desgastado pelos ventos e  movimentos que meus pés provocam nele.
 Com o trovejar de vontades e raios vindos de um profundo querer, criam-se passos e recados com o fim de chegar a um local, onde a tua presença se mantêm fresca que nem a essência de uma flor, que vive no mais verde ramo de uma árvore resistente á mais forte tempestade, com a vontade de fugir para um solo cheio de larvas e carcaças formadas pelo tempo, esse vagabundo que aumenta o receio de espalhar a dúvida e a incerteza pelo ar...
 Corpo desfeito ao relento do ar, chuva cortante ao sabor de um amante corrente na mente que paira no ar,  assim vai vivendo a minha atenção, afastada pelo imoral dos calores, que não respeitam memórias nem insónias ao relento dia que as acompanha como por magia, triste ferida que se abre no meu peito, sem um remédio, sem remendo, apenas feita por palavras e refrões do maior dos ladrões, o amor.

Sem comentários:

Enviar um comentário