domingo, 18 de dezembro de 2011

Num mar de vendavais e temporais

Raios transparentes passam entre os dedos e os ventos se desfazem em nós, no enrrugado trigo que cresce num solo feito de ilusões e esperanças, que a chuva molha fervosas veias que me aquecem a alma, a cada esfera que roda em passos transloucados para uma morte quase certa, inderecta para um fraco ser.
Penso e repenso em simples momentos, poucas das vezes que me deixas sem palavras ao relento de uma madrugada sentimental, a mesma que me deixa sonhar por ti, pelo mundo que mancha de sonhos e espinhos de rosas que crescem no meu ser, por casa momento que me deixas acreditar que o amor vive nesta tempestade de pedras e rebentos que é a vida que eu vivo, num mar de vendavais e temporais ao raio de um relógio e receios, ao sabor de chronos modernus num trono de quedas e falésias para os mortais, famosos e imorais que nesta terra guarda no seu temor, do terror da humanidade.
Mas afinal, marinheiros somos nós e sentimentos são as armas que usamos perante este vendaval de rebeldia e azia que é este defundo de eternos invejosos e temosos trovões de medos, que me deixam na incerteza do que é este calor, contudo este sabor é o único meio que tenho para continuar a mudar o meu mundo, a minha mente pressa a uma terra de pesadelos e cabelos de uma ninfa que usa fios de água gelada com o fim fútil no meu fado, cantado ao velho e bom coração...

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