segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Por amor...


Coberto por um cobertor, abraçando a noite em pleno e contendo as saudades de um bom sorriso, do teu abrigo ao respirar por um momento, ao suspirar em pleno anoitecer, rebolando na arte e sonhando na parte em que me deixam os membros ligeiramente descontraídos, por um alívio físico de rigores e pavores de um desabafar da alma.
Passo assim uma hora atento e desatento a cada exercício a dois, o tempo vai, o tempo vem e nada sou se as acções conter e as palavras disser em línguas matreiras, pesadas para um saber tão natural, sem saber o que fazer.
De preto e branco se fazem as cinzas feitas pela granada, traída e zangada nas mãos de um salvador do mal, assim os meus olhos se tornam reforços de um amor sem trepadeiras, rasteiras numa colmeia feita por pequenos desejos de beijos que não passam de sonhos enquanto não te abraçar ternamente ao som de uma chaleira, que aquece com palavras e calmos olhares que não mudam com a noite, nem com a fonte do pior pavor que se reforça num primeiro gesto.
Ligo ás estações e peço perdões pelo tudo que se esconde na verdade, pela sombra que não nos deixa estar juntos, relembrando o que já sei, contudo cair não está voando no céu azul que se cria num nascente, que deixa meus olhos cansados de tanto olhar para um algo que aqui não está, descansa no profundo de um sonho, o teu pensar, o teu sentir, a tua presença limitada a quatro paredes e uma janela que aprisiona o que eu mais quero...
Muitas pessoas já perderam as suas vozes por amor, mas isso não reduz este amor que me choca em sentimentos e desejos de te ter, de te proteger a cada dia.

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