quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Minha bela Andrómeda


Começa a corrida e para uma subida me vou preparando, atacatu e atacueu sem cessar nas palavras ou nos pedais que se vão cansando, esfriando com a noite que assim se aproxima.

Vizinhos e miúdos vão se deixando ficar pelo caminho de pedras secas e as minhas mãos soando consoante a brisa que corre, com a essência do eucalipto no trajecto sem abrigo, no estrelado céu de brilho e trilhos, que me ocorrem ao som de um trombone, anunciando o início de uma batida, constrangida de respirar e desafiar os olhares que crias nos meus sentidos, pedaços de sonhos perdidos, que voltei a encontrar em ti.

A cada sorriso que me dás, a cada verso que me dizes, minha bela Andrómeda de cabelos morenos e olhos doces e reluzentes, traços sagrados, consagrados pelo teu véu de valores e sabores, feito de experiências e amores que eu quero descobrir, desvendar e partilhar a cada momento que passas por aquela porta e te vais embora velozmente, com o ruído de cem cavalos e abraços, que por vergonha esqueci-me de te dar, coscuvilhar ao mundo que assim eu sou feliz, só de te ter ao meu lado.

 A leste ou a nordeste, não interessa pois cada pensamento a ti pertence, por entre vales e mais além, as coisas que nunca ficam à quem, sem rumo, afinal a nós pertence a liberdade de escapar, e ao mar de sentir o prazer de um momento, que nos guia no contentamento dos dias, à imagem de uma esperança criada quando o sol nascer mais uma vez, seremos os sonhadores de um novo mundo que surge a cada dia, sinto um renascimento no amanhã e de beijos e abraços te cobrirei quando o mar estiver brando, o nevão tiver passado e me deres uma resposta ao som de um acto de tudo a que está a nosso favor.

1 comentário: