quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Escondo-me...

Hoje, todas as palavras possíveis e imaginárias por escritores e professores passaram por cada nervo que preenche cada espaço da minha mente, cubriram-na de cinzas e poeira criada por pensamentos remoidos, triturados, aqueles que deixa na mira dos meus olhos e ouvidos cada vez que falas, cada vez que me observas e me tiras cada letra, cada palavra que me ocorre na minha mente, que nem um brinquedo tirado á criança indefesa num mundo escuro como este, deixas-me despido dentro da minha roupa quente de Inverno, que me aquece a toda a hora e cora o meu rosto que nem um dia solarengo de Verão.
Escondo-me por trás de simples negações e ideias que me ocorrem no momento, as mesmas que os cobardes têem por definição ao procurar uma nova teoria da relatividade do globo, tremendo assim meu corpo de medo, desejando um azedo mas sedoso toque vindo das tuas mãos, tocando minha carcaça cicatrizada por duros tufões criados por amores vádios e vazios, transformando-me numa briza que deseja correr em teu corpo, envolvendo-te num beijo na qual o mundo deixará de ser o teu solo,  e voaremos em direcção a um tempo sem limites...

2 comentários:

  1. Muito bom , continua assim a escrever que tens futuro ...nunca deixes de escrever mesmo que algum dia te digam que nao presta ou que é feio , pois interessa é os verdadeiros amigos e o que tu pensas...abraço

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