Remando
atrás de um novo destino, encontro no caminho o que deixei e fico indiferente
ao que em tempos acreditei, esperei dias, anos pelo que hoje estou a viver e
cada vez menos sei se era isto que queria, pois não fazes mais parte da minha
vida, seguiste o teu fado e a nossa amizade foi ficando de lado, esquecida na
praia vazia em pleno Inverno.
Cada dia fica mais frio e não vejo mais o teu
ponto de abrigo, as tuas conversas, o teu carinho que me alegrava de manhã
enquanto acordava com aquele pessimismo, que se limitaria a aulas e livros
cheios de palavras que esperava compreender, contudo nem sei o que isso é, pois
a vida afastou a escola do meu caminho e cada vez menos sei o que devia,
deixo-me perder num passado em que acreditava poder segurar com as minhas
próprias mãos, mas tal como a água escorre pelo rio tu fugiste do meu caminho,
no oculto fui procurando algo novo que me pudesse esconder esta tristeza, quero
sonhar, sorrir desmedidamente em plenitude com um estado de felicidade, sei que
era suposto ser um segredo mas cada vez mais sinto vontade de dizer ao mundo
que sinto falta desse teu sorriso.
Agora estou a voar alto e vejo-te das nuvens,
a lutar e a viver como sempre o fizeste mas os dias tornaram-se mais pequenos,
anoitecem cada vez que deixo de sentir esse teu cheiro e o karma domina este
fim de dia onde a lua está alta e finjo estar satisfeito apenas de relembrar,
traçam-se dias sem valor e ventos sem calor que traduzem os mil oceanos que vi
sem ti no horizonte, perdoados pela queda da neve que em vão representa a
pureza deste amor no fim dos seus dias, ainda fiel a um não, o mesmo que me fez
correr para uma sala onde largos rios correram do meu rosto, transformaram o
moço num homem que perdia as esperanças na sua primeira paixão, que
representara a ferida que o cupido deixara no seu coração, sem escolha ou razão
para assim sofrer.
Sem comentários:
Enviar um comentário